quinta-feira, 26 de junho de 2014

Não é conselho, é partilha!


Essa tela é minha também. Sem legenda.


Outro dia estava folheando uma revista cuja matéria de capa era Como Aprender a Lidar com o Excesso de Conexão na Era Digital. A matéria tratava da experiência de um rapaz de 29 anos que aos 25 já havia ganho muito dinheiro no modelo dessas empresas que se tornam milionárias da noite para o dia, mas por conta disso teve um ‘piripaque’, um burnout, e decidiu ‘dar um tempo’ nos negócios, diz que foi conhecer o mundo, aprender a dormir, comer e viver sem ‘estar plugado’ e quando voltou para o Vale do Silício abriu uma empresa para ensinar aos outros o caminho da desconexão (ironia do destino é que ele deve estar exponencialmente mais rico agora, pois o que tem de doido nesse meio, tô pra ver!). 

Há poucos eu andava aqui me queixando do meu vício de Face e tra-lá-lá, juntando as idéias e trocando tudo em miúdos: os conselhos que ele cobra uns Mil mil Putos para dar vou compartilhar aqui de graça porque é a mesma coisa que eu tenho feito desde que passei a policiar o tempo que eu gasto nas redes sociais. 

1) não entrar sem um objetivo pré-definido, se for para postar uma foto, entrou, postou, saiu, pronto; Se alguém aparecer me cobrando falta de curtidas eu mostro a lista de coisas que tenho pra fazer e fim de papo;

2) não ler emails ou mensagens como primeira e última atividades do dia. Se o mundo estiver acabando eu sinto informar mas a gente não vai poder fazer nada mesmo, a não ser perder uma boa noite de sono ou começar o dia num clima muito ruim (Caramba, o que é que eu vou fazer nessas 24 horas que me restam para viver? O quê?); 

3) enviar menos mensagens e emails (só em casos importantes, o que ajuda a diminuir também a praga do spam); 

4) tenha um critério de postagens, nem tudo eu compartilho, nem tudo eu informo - uma pesquisa dessas questionáveis (como toda pesquisa aliás) revelou que 40% das mensagens (só na Alemanha) são escritas no banheiro, e algumas pessoas não conseguem mais ir ao banheiro sem levar o celular (tá explicado!). 

Pelo menos um dia por semana eu tento não entrar na rede e tenho um livro sempre à mão, para ler nas pausas, bem como uma meta de leituras para este ano e tenho conseguido alcança-la justamente porque diminuí o tempo que antes era gasto na internet. 

E por último mas não menos importante: escrever as postagens off-line e só se conectar para postar, além de diminuir o risco de ser interrompido enquanto se escreve, diminuímos também o risco de termos a atenção desviada do objetivo principal. 

Para mim tem funcionado muito bem e é assim que eu tenho conseguido usar a rede e ao mesmo tempo manter os pés bem fincados na vida real. Se este post vier a ajudar alguém com as mesmas dificuldades, já valeu!




© 2014 Helena Frenzel. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons - Atribuição - Sem Derivações - Sem Derivados 2.5 Brasil (CC BY-NC-ND 2.5 BR). Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito à autora original (Para ter acesso a conteúdo atual aconselha-se, ao invés de reproduzir, usar um link para o texto original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

2 comentários:

  1. Olá, Helena. Tenho passado bem menos tempo online, pois graças a Deus, tenho trabalhado bastante. Acho que a única coisa que não faço é escrever offline; a maioria dos textos que escrevo são escritos online.

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