sábado, 21 de dezembro de 2013

Versos ao longo do caminho, Lu Narbot



EGOÍSMO

Fomos
um encontro
perdido
na Vida.
Só porque
eu me atrasei
distraída
em minha própria lágrima.

Campinas, 19/06/1965.
Este poema é parte de Versos ao longo do caminho, Lu Narbot

Este livro me surpreendeu bastante, mesmo já conhecendo um pouco mais da poesia da Lu. Mas só conhecia a Lu adulta, recente, e este livro permitiu-me conhecer a Lu de outros tempos, ou as Lus e seus poemas, transições inevitáveis para quem teve a sorte de chegar aos sessenta, com saúde e vontade de continuar sonhando e escrevendo poemas. Que maravilha, não? Poemas que tiveram muito a dizer e não se perderam no tempo: seguem falando; falaram comigo - e como! Obrigada, Lu Narbot, por tão belos poemas, por tão belo presente. Inspiração para a vida nunca é demais.

“Gostei verdadeiramente do seu livro, Lu, terminei a leitura com uma ótima sensação de tempo bem investido e com o coração inspirado. Agradeça a seu marido e às suas filhas por terem tido essa bela idéia: presentear-nos com os versos no caminho das várias Lus, e com elas. Sabe que achei a Lu juvenil mais ousada que as demais? Poesia pura brotando do umbigo. Acho que quando estamos angustiados a poesia fala mais alto, mais alto do que costuma falar. Mas cada momento da vida é um momento, gosto também da sabedoria e tranqüilidade em muitos dos versos da Lu atual. E como gosto!” – parte de um comentário meu deixado para Lu em outro site.


Recomendo muito a leitura, claro, bem como a leitura de outros poemas da Lu que constam no volume que preparei para ela em ebook. No Quintextos, para baixar.







Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito à autora original (Para ter acesso a conteúdo atual aconselha-se, ao invés de reproduzir, usar um link para o texto original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

2 comentários:

  1. Obrigada, Helena, por seu comentário sobre meu livro. Foi um belo presente de Natal, um incentivo e tanto. Gosto da minha fase juvenil, e concordo com você em que a angústia nos faz desnudar a alma. Dizem que, na velhice a gente volta a ser criança então, quem sabe, uma pitada a mais de ousadia não voltará aos meus versos? Afinal, agora só falta um ano para eu me tornar septuagenária! Abraços e Feliz Natal!

    ResponderExcluir

Caro(a) Leitor(a), comentários serão respondidos no local em que forem deixados. Adoto esta política para melhor gerenciar informações. Grata pela compreensão, muito grata por seu comentário. Um abraço fraterno, inté!