segunda-feira, 27 de maio de 2013

'Produção' textual



Sobre a frase: “Alguns escritores preocupam-se em vender livros; já eu prefiro os que escrevem, e só.”, deixe-me contar uma historinha: uma escritora, esfuziante por ter conseguido publicar seu primeiro livro, convidou amigos para o evento de lançamento; pouca gente, pequena recepção. Enquanto autografava os livros, ouviu de alguém: “Parabéns pelo livro mas escolha outro caminho, poesia não costuma vender”. Ela conta que nada disse, foi para casa e ficou pensando, pensou muito e ‘cronicou’ o ocorrido depois. Fiquei sabendo do fato por esse escrito e comentei algo assim: “Menina, pois eu teria dito: poesia não vende?! Graças a Deus! Pois esse é um bom motivo para se seguir escrevendo, poesia e outros gêneros não atrativos ao público comum.” Você consegue ver textos literários como produtos? Ainda não cheguei a esse ponto de ‘evolução’. Será que um dia eu consigo? Ironia, oká?!

4 comentários:

  1. Escrever é um exercício íntimo, uma satisfação pessoal, um meio de se conhecer e, ainda mais, soltar o que se tem preso.
    Muitos dos escritores contemporâneos que conheço e admiro, fui eu mesmo quem garimpou. Vira daqui, meche de lá, amigos dão dicas ou esbarro por mero acaso. Mas estão totalmente fora do circuito das editoras. Alguns sequer sonham em publicar. No entanto, verte paixão naquilo que escrevem. Paixão pelo ato de escrever.
    Não sei para os outros, mas para mim é um martírio ter que escrever algo "sob encomenda". Perde-se um pouco do inesperado e da ousadia, ou ainda da frivolidade que é justamente o que renderá o atributo final aquilo que se pretende: espontaneidade.
    Essa, claro, é uma opinião pessoal. Muitos podem (e devem) pensar de forma contrária. Mas, o enlatado é algo para consumo rápido, e por vezes enjoa.
    Abraços, Helena. Ótima semana pra ti.

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    1. Obrigada, Marcio. Bom 'saber' um pouco mais do seu pensar, sabor maduro e 'produtivo' diferente do que tanto 'enjoa' por aí. Abraços letripulistas, até!

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  2. Olá, Helena. Nunca ganhei um tostão escrevendo, já que a renda do meu único livro foi toda para o GRAAC. Mas gostaria muito, se fosse possível um dia, de poder viver escrevendo, e escrever para viver - embora eu saiba que eu não tenho tanto talento assim para tornar-me escritora profissional. É um campo muito, muito restrito, mesmo para os que tem esse talento. Acho que também é uma questão de sorte e contatos.Mas mesmo assim, eu gosto tanto de escrever, que eu o farei, mesmo que ninguém mais leia, mesmo que eu não ganhe nada. Nem que seja para voltar a postar na gaveta. Se um dia eu ganhar dinheiro com isso, melhor; senão... bem, senão... melhor também.

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  3. Helena, nunca pensei em escrever para vender. Escrevo porque amo e escrever e respirar, para mim, são coisas quase iguais. Meu único livro foi feito para comemorar meus 60 anos, foi a lembrança dada aos convidados da festa. Mais tarde, foi dado a meus colegas de turma da Faculdade. Ainda hoje, os exemplares que restam, são dados a amigos, doados a Bibliotecas. Nos mesmos moldes, pretendo publicar um outro, de crônicas. E, se possível, mais algum de poesia. Vou fazendo poupança para arcar com os custos, por isso grandes intervalos entre um e outro. Quero ser lida, óbvio, mas, se não for, basta-me o prazer de escrever. E a internet está aí para nos possibilitar a " publicação" de nossos textos. Aliás, agradeço a você o espaço que nos concede em seus projetos. Abraços

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