sexta-feira, 5 de abril de 2013

Das ‘abelhas’ uma telha e muito boas sensações


Foto: Divulgação


Acredito que todo autor ou autora, se não gosta, pelo menos tem a curiosidade de saber o que sente o leitor ao ler qualquer de seus escritos, e eu, sempre que posso, dou esse ‘feedback’. Por isso não digo que meus comentários sejam resenhas, prefiro chamá-los de registro de sensações. Sensação de uma gostosa conversa, inteligente, foi a que eu tive ao ler Abelhas sem Teto, livro da colega Vany Grizante que, muito gentilmente, presenteou-me com um exemplar. Em minha biblioteca, poucos ainda são os livros com dedicatória do autor ou autora e por isso considero-os tão especiais. Sim, mas vamos às minhas impressões: Vany Grizante é arquiteta, escritora e mãe. Neste pequeno livro de crônicas ela nos deixa conhecer aspectos do seu trabalho, história, dia-a-dia, do seu pensar e, o mais importante: sua observação peculiar. Sem cair no artificialismo ou no banal, este livro foi escrito de maneira simples mas aborda questões que ficam e germinam frutos na cabeça de quem gosta de pensar. A leitura das noventa e uma páginas flui como uma boa conversa e não deixa passar em branco a intimidade da autora com a arte de escrever. Numa época em que livros são tratados meramente como produtos, quando muito autores só pensam em vender, é um prazer imenso encontrar pessoas talentosas cujo objetivo claro da escrita é comunicar e escrever por puro prazer. Faço anotações enquanto leio e dentre as crônicas que mais me marcaram, destaco: Cachorros modernos, Deus protege os irresponsáveis, Judas crucificado e Urbanidades, todas ótimas, por sinal. A história das abelhas jataí, que dá título ao livro, é bem interessante, e não deixa de nos dar amostras do material sólido de que é feito um admirável ser humano e um dedicado profissional. Como bem observou a colega Maria Iaci, no prefácio, este livro é  um feliz casamento da arquitetura com a literatura”. Do teto do livro, uma telha aqui vai: “Ter amigos inteligentes é uma bênção com a qual fui regiamente agraciada. É com eles que se pode discutir assuntos inusitados e é dessas discussões que muitas vezes surgem idéias interessantes, boas risadas e inspiração para o exercício da escrita”. Verdadeira é a recíproca, Vany e Maria. Assim sendo, esta é uma leitura que só posso recomendar:


Abelhas sem Teto e Outras Crônicas, de Vany Grizante, Editora All Print (2010).





Um comentário:

  1. Que delícia! Uma imensa honra para mim ter meu modestíssimo livro comentado por uma autora do seu porte, Helena. Fica meu abraço e meus sinceros agradecimentos.

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