domingo, 27 de novembro de 2011

Um dia sem comprar


Algo que eu não sabia: ontem, 26 de novembro, foi o “Buy-Nothing-Day” (1), dia mundial para não se comprar nada, um dia para não consumir nem se consumir fazendo algo ruim – para si ou para o planeta. Bom, pelo menos, ten-tar. Teoricamente, um dia para se pensar sobre o consumo e seus efeitos. Quem vive do comércio, claro, gosta nada disso, e eu até posso entender. Um problema está nos requisitos para se sobreviver, por exemplo, em grandes centros. Outro, nas mentalidades nada renováveis e, pelo jeito, sem risco de extinção. Quanto custam as vagas que o comércio gera ou deixará de gerar para nosso futuro na Terra? Quanto mais lixo e miséria se cria com a compra de supérfluos? Utopias. Quando penso em Ecologia, não paro de pensar em quem disse isso: “primeiro, o estômago, depois, a moral”. Para quem vive na roça, um dia a mais ou a menos sem compras pouca diferença vai fazer, a não ser que seja um fazendeiro desses que mandam desmatar florestas pra caber umas cabeças de gado ou um campo de soja a mais, ou um pequeno querendo crescer logo pra virar grande consumidor. Pensar sobre o que colocamos nas privadas (e depois nos mares) e viver tentado produzir menos lixo leva a um consumo consciente cada dia mais. Quanto ao dia de ontem, pode até ser que nada mude, porém custou-me NADA – e sem saber - colaborar.


(1) Buy-Nothing-Day: movimento de protesto contra o consumismo surgido em 1992, organização atribuída a Ted Dave. Implementado anualmente na última sexta-feira de novembro.  Informações colhidas na internet, informalmente; aqui dadas como ponto de partida a quem quiser saber mais sobre o assunto.

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Helena Frenzel
Também publicado no Recanto das Letras por Helena Frenzel em 27/11/2011
Código do texto: T3359888


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2 comentários:

  1. Sabes que se shoppings e lojistas dependessem de mim, estariam ralados. Só compro quando preciso... Obrigado pelo carinho por lá pelo niver e realmente a maternidade é linda!!!beijos,chica

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  2. Oi, Helena. Acho que já me libertei do apelo ao consumo. Passo dias sem sair de casa (e não sou daqueles que ficam estocando coisas também não). Já não me importam mais umas coisas materiais de apego efêmero. De qalque forma é muito pouco e não sou exemplo para ninguém pois me acham um apático , sem graça e sem vontades. É que as minhas vontades estão mudando com o passar dos anos. Acho que o mundo só vai se dar conta das necessidades de preservar quando já não houver mais o que preservar e sim necessidade de recriar (se der tempo). Grande abraço. Paz e bem.

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