terça-feira, 15 de março de 2011

Esta nossa vida paradoxal


O homem foi à lua, pousou, fez fotos, trouxe provas. Óleo diesel será sempre mais barato que gasolina. O ministro disse a verdade: “A tese do meu doutorado foi minha, e o título também.” Um escritor que não liga para a fama nem se toca quando uma empresa lhe dá um Audi zerinho em troca de um texto de duas páginas, duas só, nada mais. Berlusconi não dormiu com a menina (nem descobriu que era menino). Tragédias como deslizamentos de terra não se repetirão no próximo verão. Os resultados do futebol não são sempre comprados e quem irá pro paredão é manchete nacional. Mulheres da TV e das revistas masculinas existem (de fato!) e toda mulher já chegou lá, ali. Meu marido não me trairia com a vizinha, nem eu com seu marido. Há políticos que pensam nos pobres, e gente que não pára durante o carnaval. Eu odeio Reginaldo Rossi e você nunca me ouviria cantar: "Garçom, aqui, nesta mesa de bar". É duro! Até tento, mas não sei mentir...




Texto também publicado no site BVIWtecendoletras - vencedor da taça bronze junto com 'A mente que mente', de Meriam Lazaro, da 10a. rodada de desafios com o tema 'Verdades ou Mentiras?'

A taça prata foi para 'Só de mentirinha', de Ângela Ramalho e a ouro para 'Mentiras sinceras que me interessam', de Nicole Ayres.



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Helena Frenzel
Publicado no Recanto das Letras em 11/03/2011
Código do texto: T2841103


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Um comentário:

  1. Parabéns, Helena! Um ótimo apanhado do vai e vem das mentiras sinceras.rsrs.
    Isso me fez até lembrar de uma piadinha (sem graça, mas vá lá, não é mentira):

    O paquerador chega para a moça e diz:
    - Puxa, como você é bonita!
    E ela responde:
    - Pena que eu não posso dizer o mesmo!
    E ele, sem perder o rebolado:
    - Faça como eu, minta!

    Abração. Paz e bem.

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