sexta-feira, 4 de junho de 2010

Escritos


Ciência se faz de observação minuciosa. Queria idéia melhor? Ninguém melhor para relatar de si mesmo que não a própria cobaia. E assim, de graça. Avós falando de netinhos, filhos de pais, e pais de filhos, namoradas de namorados, atuais de ex-, patrões de empregados e por aí vai. Você pensa que destrói de fato algo quando o joga no lixo? É daqueles que confiam em leis? Quantos segredos, planos, pensamentos? E idéias, quantas idéias? Não, estudiosos de comportamento humano não perderiam tempo precioso com isso, não... A menos que... a menos que alguém esteja aprendendo de nós! Somos tão fáceis de manipular, um elogio aqui, outro acolá, importante é nos fazer pensar que somos mesmo importantes. Coincidências? É tudo uma questão de algoritmos, pois os dados estão todos aí, à mão. Olhe, interrompo agora. Desligo ou vão desconfiar! Para seu próprio bem não ponha essa mensagem no


A jornalista continua desaparecida e, fora a certeza de que o sol um dia vai se apagar, os investigadores só viam hipóteses e conspirações. O cristal de seu computador, lugar mais limpo. Nada, nenhuma anotação. Até que, no fundo de uma caixa de papelão, sob muitos livros, (que antigo!) encontraram cinco cadernos (cinco!) empacotados e cheio de manuscritos, também o não-concluído. Neles, chaves para o futuro e o sumiço. Escrever à mão, método tão antigo e em desuso: Quem pensaria? Por certo, não a corporação? Incrível! Como não perceberam? Até nisso ela não se deixara enganar.

E o que estava escondido, emergiu; como todos estavam imersos, fora os investigadores, ninguém percebeu.


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Revisado em 18.09.2010
Helena Frenzel
Publicado no Recanto das Letras em 28/05/2010
Código do texto: T2285950


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